AFP PHOTO / PAU BARRENA
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Aumenta o número de notícias russas falsas destinadas a piorar crise na Catalunha, diz jornal

Segundo o ‘El País’, analistas da East Stratcom Task Force explicaram que os dados encontrados visam prejudicar os países da UE e colaborar para a queda do Estado liberal ocidental

O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2017 | 14h57

BARCELONA - Uma equipe de especialistas criada pela União Europeia (UE) em 2015 para detectar e combater os ataques cibernéticos da Rússia encontrou nos últimos meses um aumento na campanha destinada a piorar a crise na Catalunha.

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Segundo informações do jornal El País, o departamento, que está subordinado ao Alto Comissariado para a Política Exterior Europeia, disse que seu trabalho tem se centrado em desmentir notícias falsas procedentes do território russo.

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A East Stratcom Task Force constatou um aumento de informações sobre a Catalunha em sites pró-Rússia - como Sputnik e Vesti.ru - de 4 por semana para 241.

Os analistas do grupo, que quiseram manter anonimato em razão de represálias de Moscou, explicaram que os dados encontrados visam prejudicar os países da UE e colaborar para a queda do Estado liberal ocidental, colocando a Rússia como alternativa.

Segundo o El País, os analistas disseram que as notícias falsas se multiplicaram tanto em russo como em inglês e castelhano, e citaram algumas notas como “O espanhol já é ensinado como idioma estrangeiro na Catalunha”, “As Ilhas Baleares se somam à petição de independência da Espanha” e “Altos funcionários da UE apoiam que se empregue violência na Catalunha”.

A primeira informação duvidosa sobre a Catalunha surgiu no portal Izvestia.ru em setembro de 2016. O título da matéria era “Catalunha reconhecerá uma Crimeia independente” e citava algumas declarações de José Enrique Folch. Contudo, o ativista não tem nenhuma ligação com o governo catalão e, portanto, não tem base para centrar suas afirmações.

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