Aumenta o número de vítimas no Peru

A Defesa Civil peruana divulgou, na noite de ontem, mais um relatório com a contagem de vítimas do terremoto que balançou o sul do Peru e países vizinhos no sábado. Agora, são pelo menos 47 mortos e 550 feridos. Na cidade de Arequipa, a mais afetada, o tremor matou 21 pessoas, 17 em Moquegua e 9 na cidade de Tacna, onde os cerca de 200 feridos estão sendo tratados em um campo de futebol que foi improvisado como hospital. Na pequena cidade costeira de Camana, uma pessoa morreu e 39 ficaram feridas. No norte do Chile, pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, quatro delas gravemente. Cerca de 20 pequenos abalos foram registrados na área, desde o terremoto. Centenas de pessoas, com medo destes pequenos abalos, passaram a noite acampadas em praças e nas ruas de Arequipa, apesar das baixas temperaturas do meio do inverno nessa altitude.O avião que levava o presidente peruano, Valentin Paniagua, ao sul do país, onde se colocaria à frente das equipes de resgate após o tremor, teve que retornar a Lima depois de 20 minutos de vôo, por causa de problemas técnicos. O presidente em exercício seguiu viagem então em um de dois aviões Hércules, da Força Aérea peruana, que foram despachados para a região mais atingida, transportando medicamentos, água e alimentos. O presidente eleito do Peru, Alejandro Toledo, decidiu adiar a viagem que faria este domingo aos Estados Unidos, Espanha, França e Alemanha para poder visitar as cidades atingidas pela catástrofe. Arequipa, que possui cerca de um milhão de habitantes e foi fundada pelos espanhóis em 1540, tem uma longa história de terremotos devastadores. A cidade foi completamente destruída por um tremor em 1600. Apesar dos grandes abalos de 1687, 1868, 1958 e 1960, muitas das construções dos séculos XVIII e XIX existentes na cidade - erguidas com uma pedra vulcânica de cor clara - sobreviveram. Conhecida como a "Cidade Branca", por conta da coloração de sua arquitetura, Arequipa foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade no ano passado. Este foi o pior terremoto no Peru desde maio de 1970, quando um tremor que atingiu 7,7 graus na escala Richter matou cerca de 70 mil pessoas. O país é sacudido por catástrofes como esta constantemente. Em 12 de novembro de 1996, 17 pessoas morreram e cerca de 1.500 ficaram feridas em um abalo de 7,7 graus Richter que atingiu a cidade de Nazca. No dia 30 de maio de 1990, morreram 137 pessoas em decorrência de um terremoto de 6,3 graus, no norte do país.

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