Aumenta o risco humano de contrair o mal da "vaca louca"

Mais pessoas do que se pensava podem estar em risco de contrair a doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD), a versão humana do mal da "vaca louca", segundo um estudo publicado hoje pela revista The Lancet Neurology. Este risco se deve ao longo período de incubação da doença e a possibilidade de transmissão por meio de transfusões de sangue e instrumentos cirúrgicos, de acordo com cientistas da Unidade de Vigilância Nacional de CJD e o Instituto de Saúde Animal de Edimburgo (Escócia). Após pesquisar em ratos, os analistas chegaram à conclusão que a CJD pode permanecer no organismo durante anos sem que sintomas se apresentem, agregam. Os cientistas consideram que a CJD pode passar entre humanos através do que chamam segundas transmissões, como transfusões de sangue e equipamento cirúrgico contaminado com "uma eficácia relativa". Acredita-se que a CJD, que afeta o cérebro e causa mudanças na personalidade, passa do gado para os humanos através do consumo de carne infectada com a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecido como o mal da "vaca louca". Segundo os analistas, foram registrados 161 casos de CJD no Reino Unido.

Agencia Estado,

27 Março 2006 | 06h20

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.