Aumenta para 16 o número de mortos em acidente no Nepal

Além de dezenas de feridos, outras 30 pessoas continuam desaparecidas

Efe,

26 de dezembro de 2007 | 12h19

Equipes de resgate localizaram nesta quarta-feira, 26, mais um corpo de uma vítima da queda de uma ponte pênsil nas águas do rio Bheri (oeste do Nepal). No total, são 16 mortos e cerca de 30 desaparecidos, disse uma fonte oficial para a Agência Efe.   "O cadáver de outra mulher foi recuperado hoje e o somatório de mortos aumentou para 16. O corpo foi achado dois quilômetros rio abaixo", disse o deputado regional Purna Bahadur Khadka, que esteve no local.   O acidente, um dos mais graves registrados no Nepal, aconteceu no início da tarde desta terça, 25, durante o terceiro e último dia do festival religioso hindu Dhanya Purnima, que reuniu centenas de peregrinos no templo local de Dahachaur, no distrito de Surkhet.   Até o momento, a policia conta apenas 33 relatos de desaparecimento. As autoridades ainda esperam mais denúncias conforme os peregrinos comecem a retornar para suas localidades de origem e confirmem a volta de seus parentes.   Cerca de 200 soldados e policiais do Nepal trabalharam divididos em quatro grupos ao longo de 30 quilômetros do rio para realizarem os trabalhos de resgate.   Nesta terça, 25, usando um helicóptero, equipes de resgate inspecionaram cerca de 90 quilômetros em busca de vítimas do acidente.   Além dos 16 mortos, entre os quais estão sete crianças e seis mulheres, cerca de 30 pessoas ficaram feridas e foram levadas para Hospitais.   Cinco dos feridos, com lesões graves na cabeça e na coluna vertebral, foram levados de helicóptero para hospitais de Katmandu.   As primeiras informações indicavam ontem que entre 700 e 1.000 pessoas estavam sobre a ponte quando o excesso de peso fez com que o chão de madeira cedesse, provocando uma queda de 30 metros até as águas do rio.   A ponte, sustentada por cabos de aço, liga Dahachaur com Madhapura , localidades entre as quais os peregrinos transitavam no dia de celebração.   O número de devotos este ano era maior em virtude do fim do conflito entre a guerrilha maoísta e o Governo, que assinaram um acordo de paz no final de 2006.   Os ex-rebeldes faziam uso freqüente desta ponte, que fica em uma região conflituosa do país.

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