Aumenta pressão sobre políticos do Quênia para pôr fim à crise

A União Européia, os Estados Unidos e aONU exortaram neste sábado os políticos rivais do Quênia aconcordar a pôr fim, de modo democrático e pacífico, àviolência que já matou 500 pessoas desde a questionada eleiçãode 27 de dezembro. O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan é esperado paraliderar na próxima semana uma nova investida pela paz nestepaís que é a maior economia do leste da África. Mas a oposição, que acusa o presidente Mwai Kibaki de terrecorrido à fraude para se reeleger, planeja novos protestos,já que as conversações promovidas pela União Africanafracassaram. "Todos os partidos políticos do Quênia deveriam reconhecerque a situação não pode continuar como antes no Quênia enquantonão houver um acordo político para uma solução duradoura quecorresponda à vontade do povo queniano, ganhe a sua confiança eajude o Quênia a retomar a estabilidade", disse a UniãoEuropéia num comunicado. A Eslovênia, país que mantém atualmente a Presidência da UEe emitiu o comunicado, afirmou que os observadores europeus eoutros monitores apresentaram sérias dúvidas sobre osresultados da eleição presidencial e pediram que as queixas"fossem conduzidas por meio dos canais legais democráticosapropriados". O principal diplomata dos EUA para a África, JendayiFrazer, disse que o governo norte-americano está "profundamentedesapontado" pelo fato de Kibaki e seu rival Raila Odinga aindanão terem mantido conversações pessoalmente. (Por Daniel Wallis)

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