Yves Herman/Reuters
Yves Herman/Reuters

Aumentam críticas sobre processo eleitoral do Congo

Líder religioso e os EUA se uniram aos que manifestam dúvidas sobre a vitória de Joseph Kabila

AP,

13 de dezembro de 2011 | 09h28

CONGO - O coro de vozes que questiona o resultado das recentes eleições no Congo cresce cada vez mais. O líder religioso mais influente do país e os EUA se uniram aos que manifestam dúvidas sobre a vitória do presidente Joseph Kabila.

 

Assim, o cardeal Laurent Minsengwo, da Igreja Católica do Congo, rompeu o silêncio para expressão sua preocupação com a situação. A Igreja, que organizou a maior missão de observação eleitoral, se havia recusado a revelar os resultados que seus observadores registraram. "Após avaliar os resultados que foram publicados pela comissão eleitoral, podemos dizer que os resultados não se baseiam na verdade nem na justiça", disse Minsengwo.

 

Ele afirmou que a igreja está disposta a mediar a disputa entre Kabila - no poder há 10 anos e que saiu vencedor das eleições realizadas em novembro, com 49% dos votos - e o eterno líder da oposição Etienne Tshisekedi, que obteve apenas 32% dos cerca de 19 milhões de votos emitidos.

 

Somente 24 horas após o resultado das eleições, observadores eleitorais dos EUA emitiram um comunicado no qual indicaram que as eleições no Congo careceram de credibilidade. A comissão eleitoral do Congo, liderada por um pastor próximo ao presidente, está sob pressão para que libere as urnas para que os candidatos e supervisores das eleições possam comprovar as cifras oficiais publicadas.

 

As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.