Aumentam desemprego e pobreza em terras palestinas

As conseqüências econômicas das restrições impostas por Israel nos territórios palestinos são "mais profundas e extensas" do que se imaginava, informou hoje o enviado das Nações Unidas ao Oriente Médio, Terje Roed-Larsen. Segundo um informe preparado pelo funcionário da ONU, o desemprego nas zonas palestinas atinge 50% e a pobreza - pessoas que vivem com menos de US$ 2 ao dia -, apenas na Faixa de Gaza, afeta 70% da população. Roed-Larsen exortou Israel a aliviar as restrições e pediu a ambas as partes para retomarem as negociações de paz como única solução viável à catástrofe humanitária. O enviado divulgou o que considerou como as primeiras cifas internacionais sobre a economia palestina desde que Israel voltou a ocupar os principais centros urbanos palestinos no início deste ano, em represália a uma onda de ataques terroristas. "Estou extremamente perturbado com esses números", comentou Roed-Larsen. "Mas não me surpreendem devido ao férreo controle imposto por Israel (nas terras palestinas)". Segundo os números, o desemprego na Cisjordânia subiu de 36% para 50% no segundo trimestre do ano, enquanto que na Faixa de Gaza, a desocupação se manteve em 50%. De acordo com a ONU, a pobreza está em 70% na Faixa de Gaza e 55% na Cisjordânia. Grandes Acontecimentos InternacionaisESPECIAL ORIENTE MÉDIO

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