Aumentam os processos de deserção no Exército dos EUA

Os processos por deserção e outros afastamentos não autorizados do Exército dos Estados Unidos "aumentaram substancialmente nos últimos quatro anos", desde o começo da Guerra do Iraque, segundo a edição desta segunda-feira, 9, do jornal The New York Times.O aumento dos processos mostra "o número crescente de soldados que têm dúvidas acerca do envio, ou o retorno, ao Iraque, e buscam uma forma de livrar-se do compromisso", acrescentou o diário.Segundo o "NYT", o Exército não realizava tantos processos nem recorria a cortes marciais por deserção desde o fim da década de 1990, quando as deserções eram até mais freqüentes.O fato de o Exército abrir mais processos agora por esse tipo de delito, que antes de 2002 era tratado como infração praticamente sem castigo, "é um sinal de que as forças em atividade chegaram quase a seus limites, disseram advogados militares e especialistas em saúde mental".Entre 2002 e 2006, a taxa anual de processos por deserção foi três vezes maior que a registrada entre 1997 e 2001, segundo dados do Exército. Nestes períodos, a ausências ao serviço militar sem permissão duplicou, passando de uma média de 180 por ano para 390 por ano.Entre dois períodos de cinco anos, um antes da guerra e outro durante a guerra, os processos por delitos como a ausência sem permissão ou a não apresentação para missões da unidade mais do que duplicaram, passando de uma média de 180 ao ano para 390.No período fiscal de 2006, que terminou em setembro do ano passado, 3.196 soldados desertaram do Exército frente aos 2.357 desertores do ano fiscal de 2004.No primeiro trimestre do atual período fiscal, 1.871 soldados desertaram. Se esta taxa de deserção for mantida, haverá um total de 3.484 desertores do Exército no ano fiscal 2007."As deserções, que são um problema crônico para o Exército, não são tão comuns como nos anos mais intensos da Guerra do Vietnã", afirmou o diário. "Entre 1968 e 1971, por exemplo, 5% dos soldados desertou."

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