Aumentam os sem-teto no país mais rico do mundo

A crise gerada com os atentados terroristas de 11 de setembro provocou um aumento da população sem-teto em algumas das maiores cidades dos Estados Unidos. Apenas em Nova York, são cerca de 30.000 adultos e crianças sem lugar para morar. Este número, segundo a Coalizão para os Sem-Teto, é o maior de todos os tempos. A cidade de Nova York perdeu 80.000 empregos depois dos ataques contra o World Trade Center, e muitas pessoas agora buscam ajuda em programas de distribuição de comida. "O número de pessoas que nos procuram ficou ainda maior depois do 11 de setembro", afirmou Clyde Kuemmerle, um dos coordenadores do Sopão dos Santos Apóstolos, em Manhattan, que estima um aumento de "centenas de pessoas". A maior cidade do país não está sozinha. São Francisco, Los Angeles e Boston também vêm registrando a presença de mais sem-teto, afirma Steve Berg, porta-voz da Aliança Nacional pelo Fim dos Sem-Teto. Na semana passada, o Departamento do Trabalho informou que o número de pessoas que procuram auxílio-desemprego aumentou para seu maior nível dos últimos 18 anos. O índice de desemprego subiu para 5,4% em outubro, com as empresas cortando 415.000 vagas no mês. Us$ 1 bilhão para os sem-teto O presidente George W. Bush ordenou a liberação de US$ 1 bilhão para os sem-teto. O dinheiro será destinado à organização "So Others Might Eat" (SOME), que distribuirá comida e roupas para quem não tem onde morar, principalmente as crianças. O presidente convidou também "todos os americanos a compartilhar o espírito do Dia de Ação de Graças e ajudar todas as associações que se ocupam da caridade".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.