Aumento da violência bloqueia aeroporto da capital da Jamaica

Tropas de segurança e aliados de traficante se enfrentam nas ruas de Kingston

Agência Estado

25 Maio 2010 | 10h17

Soldados patrulham entre os moradores das comunidades pobres de Kingston.

 

KINGSTON - O Departamento de Estado dos EUA anunciou nesta terça-feira, 25, que o acesso ao aeroporto de Kingston, capital da Jamaica, está bloqueado por causa da violência que tomou conta da cidade no fim de semana e advertiu para o risco de que os confrontos entre as forças de segurança e os aliados do traficante Christopher "Dudus" Coke se espalhe para pontos do país.

 

Confrontos entre autoridades da Jamaica e traficantes transformaram algumas áreas da capital do país, Kingston, em verdadeiras zonas de guerra na segunda-feira. A polícia busca Dudus, um poderoso líder do narcotráfico do país. Autoridades locais querem extraditá-lo para os EUA, onde é considerado um dos mais perigosos narcotraficantes do mundo.

 

Partidários armados de Coke tomaram ruas da capital. Gangues queimaram uma delegacia de polícia e estocaram uma grande quantidade de armas, incluindo rifles de grosso calibre, segundo funcionários locais. A violência forçou várias companhias aéreas a cancelar voos. Vários países advertiram seus cidadãos para que não viajem a Kingston.

 

No domingo, o primeiro-ministro Bruce Golding declarou estado de emergência na capital e na cidade vizinha de Saint Andrews. Um policial foi morto ontem e dois, no domingo. A embaixada dos EUA suspendeu todos os serviços não essenciais por causa da situação instável na Jamaica, disse um porta-voz do Departamento de Estado.

 

O ministro da Segurança Nacional, Dwight Nelson, disse na televisão ter recebido relatos não confirmados sobre a mortes de vários civis. A polícia recomendou que as pessoas permaneçam em suas casas em Kingston, onde a iluminação foi cortada durante a noite. A polícia descreveu o risco de violência como "grave".

 

Coke tem o apoio de alguns moradores de Kingston, que o veem como uma espécie de Robin Hood local, por ajudar jamaicanos pobres. Já para o Departamento de Justiça dos EUA, ele é um dos chefes do narcotráfico "mais perigosos do mundo".

 

Promotores dos EUA acusam Coke de chefiar uma gangue internacional que vende maconha e crack na área de Nova York e em outras regiões. Ele foi formalmente acusado nos EUA em agosto por conspiração para o tráfico e por posse de armas ilegais. Caso condenado, pode pegar prisão perpétua. As informações são da Dow Jones.

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