Aumento do poderio militar chinês causa incerteza, dizem EUA

O Exército dos Estados Unidos precisa melhorar o diálogo com a China para evitar "equívocos e erros de cálculo", dada a expansão militar sem precedentes do país asiático, que alimenta incertezas na região, afirmaram importantes autoridades da Defesa norte-americana na quarta-feira.

PHIL STEWART, REUTERS

21 de outubro de 2009 | 16h38

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, falando dias antes de receber uma importante autoridade militar chinesa em Washington, disse que o governo norte-americano faria "o possível para expandir o relacionamento de nossas Forças Armadas com as Forças Armadas da China".

"É de nosso interesse no longo prazo desenvolver um diálogo com os chineses no qual compartilhamos nossos pontos de vista sobre propósitos militares e fornecemos uma transparência maior", disse Gates a jornalistas durante viagem à Coreia do Sul.

"É importante termos esse tipo de diálogo para evitar equívocos e erros de cálculo", acrescentou.

O novo chefe do Comando do Pacífico dos EUA disse que o crescimento militar da China excedeu as expectativas das estimativas da inteligência dos EUA feitas ao longo da última década.

O almirante Robert Willard afirmou que sua maior preocupação com a China era "a incerteza com relação à força militar que eles desenvolveram ao longo do ano passado, que foi numa taxa sem precedentes. E o que isso de fato significa para a região como um todo. Eu acho que nossos parceiros regionais estão de alguma forma inseguros sobre isso".

Willard, que assumiu o controle do Comando do Pacífico na segunda-feira, citou o progresso da China na chamada capacidade militar assimétrica, incluindo a de negar a estrangeiros o acesso a áreas marítimas.

Embarcações chinesas enfrentaram navios de vigilância norte-americanos em águas asiáticas várias vezes neste ano, e Pequim pediu que os EUA diminuam até reduzirem à metade a sua vigilância militar por mar e ar nas proximidades da costa da China.

A China retomou o diálogo militar com os EUA este ano, depois de suspendê-lo em 2008 em protesto contra uma venda de armas no valor de 6,5 bilhões de dólares a Taiwan. A China considera Taiwan uma Província rebelde.

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