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Ausências marcantes em Havana

Putin, que qualificou Fidel de amigo 'sincero e confiável' de seu país, alegou agenda apertada

Julio César Rivas / EFE, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2016 | 05h00

A ausência de líderes políticos mundiais no funeral de Fidel Castro, exceto a de países da região ou dos mais próximos ao regime, indica um rápido distanciamento da comunidade internacional da figura do líder cubano. Do Ocidente, só o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, iria à cerimônia marcada para ontem.

Mesmo o líder russo Vladimir Putin, que qualificou Fidel como um “sincero e confiável” amigo de seu país, alegou uma agenda apertada e enviou o presidente da Câmara dos Deputados como representante.

A ausência mais notável será a do premiê canadense, Justin Trudeau, cujo pai, Pierre Trudeau, manteve amizade de décadas com o ditador. Fidel esteve no funeral de Pierre, em 2000, em Montreal. Ele foi uma das personalidades que conduziu o caixão e deu um longo abraço em Justin. O líder canadense planejava ir a Havana, mas recuou diante das críticas.

O presidente Barack Obama, que impulsionou a histórica aproximação dos EUA com Cuba, mandou um de seus assessores de segurança, Ben Rodhes.

 

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