Austrália abre o segundo dia de protestos contra a guerra

Aproximadamente 500.000 pessoas saíramneste domingo às ruas de Sydney para protestar contra um eventual conflito militar patrocinado pelos Estados Unidos tendo como alvo o Iraque e também para repudiar a possível participação da Austrália no caso de uma guerra, informaramorganizadores do evento. Dezenas de milhares de pessoas protestaram em outras cidades do país.A polícia calculou em pelo menos 200.000 o número de presentes nas manifestações de Sydney, apesar de ter reconhecido ser muito difícil determinar o número exato de pessoas.Apesar do tamanho dos protestos realizados desde sexta-feira, o primeiro-ministro John Howard insiste que isto "não constitui uma amostrarepresentativa da ampla oposição" ao apoio oferecido por ele à possível intervenção militar norte-americana."Não sabia que vocês eram capazes de medir a opinião pública somente com o número de pessoas que participa dos protestos", ironizou Howard em entrevista transmitida neste domingo peloCanal 7 da televisão australiana. O primeiro-ministro australiano disse ainda que descarta aoposição de seu povo ao conflito e garante que,"estrategicamente, os Estados Unidos são mais importantes para a segurança da Austrália que a Organização das Nações Unidas".Americanos contra a guerra - Ontem, os protestos reuniram milhões de pessoas nas principais cidades do mundo inteiro, incluindo cerca de 150 nos Estados Unidos. Em Nova York, os organizadores da manifestação esperavam cerca de 100 mil pessoas, mas foram surpreendidos à noite por uma massa de entre 375 mil e 500 mil manifestantes, que se espalharam ao longo de 20 quarteirões de três avenidas da cidade.O protesto foi feito sob rigorosa vigilância policial. Nas proximidades da sede da Organização das Nações Unidas, sob alerta contra atentados terroristas, a polícia espalhou atiradores de elite, cães farejadores, oficiais munidos de equipamento de descontaminação e detectores de metal e armas químicas ou biológicas. Foram feitas 50 prisões.

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