Austrália acredita que vazamento de documentos põe coalizão em risco

País iniciou em junho de 2008 a retirada dos seus 20 mil soldados enviados ao Iraque

24 de outubro de 2010 | 06h30

SYDNEY - O governo australiano indicou neste domingo, 24, que o vazamento de documentos do Pentágono relacionados à Guerra do Iraque "põe potencialmente em risco" os países que participaram dos conflitos.

 

A Austrália iniciou em junho de 2008 a retirada dos seus 20 mil soldados enviados ao Iraque, movimento finalizado em julho de 2009.

 

"O grande perigo de divulgar estas informações não autorizadas é que prejudique nossas operações de segurança", disse o ministro da Defesa, Stephen Smith.

 

Smith apontou que o Ministério estabelecerá uma comissão especial para examinar os 391 mil relatórios redigidos por soldados americanos que vazaram através do site Wikileaks.

 

Os documentos, referentes ao período entre 2004 e 2009, dão conta de 109.032 mortes, sendo 66.081 civis, 23.984 classificados pelo Pentágono de "insurgentes", 15.196 militares iraquianos e 3.771 soldados dos países da coalizão.

 

A postura da Austrália em relação à divulgação dos documentos é similar à adotada por Estados Unidos e Reino Unido, que advertiram que as tropas da coalizão e do governo iraquiano podem ficar em perigo.

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