Austrália acusa médico de recrutar para o Estado Islâmico

Tareq Kamleh aparece em vídeo divulgado em abril convocando médicos estrangeiros

O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2015 | 17h30

SYDNEY - A polícia da Austrália emitiu um mandado de prisão nesta quinta-feira contra Tareq Kamleh, médico australiano que apareceu em um vídeo recrutando médicos estrangeiros para se juntarem aos jihadistas do Estado Islâmico, na Síria.

Abu Yusuf al-Australi, como é chamado agora, viajou para a Síria há um ano, de acordo com as autoridades australianas, e em abril apareceu nesse vídeo descrevendo seu trabalho como uma "jihad pelo Islã". Filho de um palestino com uma muçulmana nascida na Alemanha, Abu Yusuf afirma se arrepender de não ter saído de sua terra natal antes para se juntar aos jihadistas.

A polícia federal australiana afirmou que caso o médico volte ao país será preso e acusado de terrorismo, podendo cumprir pena de até 45 anos de prisão. As acusações contra Abu Yusuf incluem sua filiação e o recrutamento de novos integrantes para a organização terrorista.

Ele está sendo acusado também de permanecer na província síria de Raqqa, território proíbido desde dezembro, segundo as leis antiterrorismo da Austrália, que também baniram em março viagens para a cidade iraquiana de Mossul, capital da Província de Ninawa, localizada no norte do Iraque. / AP

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