Austrália alerta para riscos no caso de espionagem na China

A Austrália advertiu a China, neste domingo, sobre os riscos para a confiança de negócios gerados pela detenção, sem uma acusação formal, de um executivo australiano suspeito de roubar segredos de Estado.

FAYEN WONG AND LUCY HORNBY, REUTERS

12 de julho de 2009 | 17h28

Executivos chineses temem agora uma reação mais ampla.

A prisão realizada há uma semana do executivo da mineradora anglo-australiana Rio Tinto, o cidadão australiano Stern Hu, e três dos seus subordinados chineses levantou uma sombra sobre as relações entre China e Austrália, e estressou a indústria do aço.

Rio Tinto, a segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, estava em negociações tensas com a China quando Hu e seus colaboradores foram detidos em Xangai, acusados de roubar segredos de estado e subornar chineses para obter informações.

"Um dos aspectos a ser considerado pelas autoridades chinesas é a extensão que as circunstâncias deste caso irão causar à comunidade internacional por ter este tipo de preocupação", afirmou no domingo o ministro de relações exteriores da Austrália, Stephen Smith.

As autoridades australianas ainda estão pressionando por detalhes sobre as alegações contra Hu, declarou Smith, acrescentando que a China ainda não revelou nenhuma evidência que sustente as prisões.

Fontes disseram que alguns computadores da Rio Tinto foram removidos ao longo das investigações. A empresa não comentou sobre os computadores.

O assunto até agora se manteve restrito a Rio Tinto, mas a rival australiana BHP Billiton e a mineradora brasileira Vale estão acompanhando de perto os eventos.

As leis chinesas permitem que pessoas sejam detidas sem uma acusação formal e interrogadas sem ter acesso a um aconselhamento jurídico, antes de serem formalmente presas.

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