Austrália assegura liberdade da China para investir

"Não houve sugestão alguma de que a China ou qualquer outro investidor deveria esperar. Todo investidor tem direito a solicitá-lo", assegurou o ministro de Recursos Federais australiano, Martin Ferguson, à rede "ABC".

EFE

27 de abril de 2008 | 02h47

O Governo da Austrália disse neste domingo que as companhias chinesas são livres de investir em projeto minerais e energéticos, em resposta a uma informação de imprensa que acusava as autoridades de intervir por temor a que Pequim controle os recursos naturais do país. "Não houve sugestão alguma de que a China ou qualquer outro investidor deveria esperar. Todo investidor tem direito a solicitá-lo", assegurou o ministro de Recursos Federais australiano, Martin Ferguson, à rede "ABC". "À medida que a China proponha investimentos, umas serão rechaçadas, outras modificadas para que cumpram com nossos requerimentos, isto não é algo novo em relação a investimentos anteriores", detalhou Ferguson. O jornal "The Australian" publicou na sexta-feira uma informação que citava fontes oficiais sem identificar e na qual se afirmava que pelo menos 10 empresas chinesas retiraram seus pedidos de investimento devido à pressão das autoridades de Canberra. A Aluminium Corporation of China (Chinalco) e a americana Alcoa compraram em fevereiro 12% do capital da mineira anglo-australiana Rio Tinto, cujas ações são cotadas em Londres, por US$ 14,050 bilhões.

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