Austrália autoriza eutanásia em uma paciente

Um tribunal da Austrália emitiu um veredicto permitindo dar fim à vida de uma mulher que permanece há três anos em estado vegetativo e vem sendo alimentada artificialmente, numa decisão-chave sobre o polêmico tema da eutanásia. A Corte Suprema de Melbourne decidiu que a alimentação ea hidratação através de um tubo inserido no estômago da paciente constituem um tipo de tratamento médico que, segundo as leis australianas, pode ser recusado, embora não negado.O pedido de remover o tubo de alimentação proveio doEstado, nomeado tutor legal da paciente - uma mulher de 68 anos que sofre de uma rara forma da "enfermidade de Pick", da qual, segundo os médicos, ela não tem chance de se recuperar. Ao final das audiências, o juiz Stuart Morris tomou umadecisão que a Igreja Católica local qualificou como "equivalente ao homicício": determinou que o Estado poderáescolher o momento que permitirá a morte digna de uma paciente.

Agencia Estado,

29 de maio de 2003 | 13h13

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