Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE
REUTERS/Marko Djurica
REUTERS/Marko Djurica

Austrália concede primeiros vistos para refugiados do Oriente Médio

Medida foi anunciada pelo governo australiano em setembro; país acolherá permanentemente 12 mil imigrantes, principalmente mulheres, crianças e famílias de minorias perseguidas

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2015 | 08h57

SYDNEY - O ministro de Imigração da Austrália, Peter Dutton, deu as boas-vindas oficiais ao primeiro grupo de refugiados do Oriente Médio, de um total de 12 mil, que o país receberá nos próximos 18 meses, informou nesta quarta-feira, 4, a imprensa australiana.

Dutton entregou os vistos de acolhida permanente aos membros de quatro famílias, entre eles 12 crianças, na Jordânia, após uma visita ao campo de refugiados da ONU em Zaatari, segundo a emissora australiana ABC.

As famílias pertencem a grupos de muçulmanos sunitas da cidade síria de Homs e de cristãos assírios da cidade iraquiana de Mossul, ocupada pelo Estado Islâmico.

Khawlah Al Ahdab, mãe de 23 anos, qualificou como indescritível o sentimento provocado pelo fato de ter sido aceita como refugiada na Austrália, já que vai deixar para trás uma vida de terror e de falta de acesso a hospitais e escolas para seus filhos.

"Espero que minha vida melhore e que eu possa encontrar educação para meus filhos e para nós. Muito obrigada por nos aceitar", comentou.

O governo australiano anunciou em setembro que acolherá permanentemente 12 mil refugiados, principalmente mulheres, crianças e famílias de minorias perseguidas e que se encontram atualmente na fronteira com a Jordânia, Líbano e Turquia.

A Jordânia acolhe cerca de 600 mil refugiados sírios em campos como o de Zaatari, onde algumas pessoas ficaram por até quatro anos.

Os 12 mil refugiados que a Austrália vai receber nos próximos 18 meses se somam aos do programa de acolhida humanitária já existente, que prevê admitir 13.750 este ano, 16.250 no próximo, e chegar aos 18.750 no último ano, em 2018. /EFE


Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.