Austrália descarta críticas contra sua política antiterror

A Austrália classificou de "absurdas" as críticas feitas contra sua proposta de lançar ataques preventivos contra antiterroristas, mesmo depois de um dirigente asiático ter declarado que tal iniciativa representa um "ato de guerra". Em Washington, o presidente americano, George W. Bush, apoiou a idéia de lançar ataques preventivos e qualificou a Austrália como "firme aliada dos EUA". Segundo ele, os países devem adotar novas estratégias de defensa para travar "a guerra sigilosa contra o terror".Em Kuala Lumpur, capital da Malásia, o primeiro-ministro malaio Mahatir Mohammad - que há longo tempo considera a Austrália como agente dos EUA - disse que o governo de Canberra se comporta "como se estivesse nos velhos tempos, em que as pessoas matavam aborígines sem se preocuparem com os direitos humanos".Outros governos asiáticos também reagiram com indignação diante das advertências do primeiro-ministro australiano, John Howard, de que seu governo ordenaria ataques preventivos contra suspeitos de terrorismo em outros países, caso tivesse informações de que estavam sendo planejados ataques contra seu país ou seus cidadãos.Mahatir disse que a Austrália se destaca como um "fator irritante" na Ásia. "Se utilizarem mísseis ou aviões não-tripulados para cometer os assassinatos, consideraríamos tal coisa como um ato de guerra e tomaríamos medidas de acordo com nossas leis para proteger a soberania e a independência de nosso país", disse o chefe do governo da Malásia, país de maioria muçulmana que mantém uma aliança defensiva com a Austrália ao lado de Cingapura, Nova Zelândia e Grã-Bretanha.

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