Austrália diz que mortos em incêndios passarão de 220

Número de vítimas está em 181, mas 50 pessoas estão desaparecidas; 400 focos teriam sido criminosos

Agências internacionais,

10 de fevereiro de 2009 | 09h10

O governador do Estado australiano de Victoria, John Brumby, disse nesta terça-feira, 10, que os 50 desaparecidos pelos incêndios florestais farão aumentar o número de mortos a 220. O número oficial de mortos na tragédia está em 181, mas os corpos das vítimas não identificadas ainda não entraram na contagem formal.   Bombeiros tentam salvar cidades inteiras das chamas do gigantesco incêndio que castiga o sul da Austrália. Mais de 7 mil pessoas têm dormido em centros de acolhimento, tendas de campanha ou em seus carros, por estarem ser lar devido às chamas. Desde sábado, quando começou a onda de incêndios, o fogo arrasou mais de 3 mil quilômetros quadrados e cerca de mil imóveis no estado de Victoria.   Os médicos legistas que trabalham em um necrotério temporário em Melbourne advertiram que alguns restos de corpos podem ficar sem identificação devido ao estado em que se encontram."Há ainda um grande número de pessoas, mais de 50, que os legistas acreditam que morreram, embora ainda não tenham sido encontrados seus corpos ou identificado seus cadáveres", acrescentou Brumby.  "Quando se vê essas áreas do céu, é horrível. Em particular, a zona que rodeia as povoações de Kinglake e Marysville. Há centenas e centenas de casas totalmente destruídas, portanto o número continuará crescendo", afirmou Brumby, em coletiva de imprensa concedida após visitar a região de Mudgegonga, em Victoria.   Autoridades em busca de respostas para a tragédia resultante dos piores incêndios florestais da história da Austrália pretendiam repensar as regras que permitem aos moradores decidirem se devem ou não abandonar suas casas mesmo numa situação de ameaça iminente. Suspeitas de que pelo menos parte dos cerca de 400 focos de incêndio teve origem criminosa levaram a polícia a declarar algumas cidades devastadas como "cenas de crime".   Funcionários locais defenderam os preparativos e as ações tomadas durante os incêndios que devastaram parte do sudeste da Austrália no decorrer do último fim de semana. De acordo com eles, as condições climáticas eram tão extremas que era praticamente impossível evitar algum grau de catástrofe. No entanto, eles concordavam que algumas regras teriam de ser revistas para impedir que um desastre desse porte se repita, entre elas a que permite aos moradores decidirem se devem ou não deixar suas residências mesmo em situações de alto risco.

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