Austrália e Holanda enviarão policiais para área da queda do MH17

Envio de força de segurança para proteger o local da tragédia aérea precisa ser aprovado pela Ucrânia

O Estado de S. Paulo

25 Julho 2014 | 15h02

SIDNEY - A Austrália enviará para a Ucrânia 100 policiais e alguns oficiais de Defesa para integrarem uma força de segurança liderada pela Holanda que têm o objetivo de proteger o local da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, afirmou o primeiro-ministro Tony Abbott nesta sexta-feira, 25.

"Esta é uma missão humanitária, com um objetivo simples e claro", disse Abbott a repórteres. "Eu espero que a operação em solo na Ucrânia, caso seja aprovada, não dure mais do que algumas semanas."

O Ministério de Defesa holandês confirmou que 40 policiais participarão da busca por mais restos mortais das vítimas da tragédia aérea. O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, disse aos deputados que o governo ia enviar 40 policiais não armados e 23 especialistas legistas ao local.

Oficiais da Polícia Federal Australiana (AFP, na sigla em inglês), alguns deles armados, se unirão a um contingente de outros 90 policiais que já está em Londres, esperando um acordo com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ser aprovado pelo Parlamento da Ucrânia.

Na terça, Abbott disse que os separatistas pró-Rússia que controlam a área ao redor da queda do avião, em Donetsk, estavam manipulando as provas e argumentou que polícia e forças militares estrangeiras eram necessárias para garantir que isso não continuasse.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu no dia 17 quando fazia a rota Amsterdã-Kuala Lampur, matando 298 passageiros e tripulantes a bordo. Vinte e oito australianos estavam entre os mortos. Os EUA e o governo ucraniano afirmam que o avião foi abatido pelos rebeldes com um míssil terra-ar. /EFE e REUTERS

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