Richard Polden / AP
Richard Polden / AP

Austrália está confiante de que sinais são da caixa-preta do voo 370

Primeiro-ministro ressaltou que encontrar o objeto não significa recuperar os detroços do avião

O Estado de S. Paulo,

11 de abril de 2014 | 10h57

(Atualizada às 16h30) PERTH, Austrália - Autoridades estão confiantes que os sinais detectados no fundo do Oceano Índico são das caixas-pretas do avião malaio desaparecido, disse na sexta-feira, 11, o primeiro-ministro da Austrália, aumentando as esperanças de que estão próximos de solucionar um dos mistérios mais complexos da aviação. Tony Abbott disse a jornalistas em Xangai que equipes de busca do voo 370 esgotaram as pesquisas em uma área específica pela fonte dos sons ouvidos pela primeira vez no sábado.

"Limitamos muito a área de busca e estamos muito confiantes de que os sinais que estamos detectando são da caixa preta do MH370", disse Abbott. "No entanto, estamos chegando ao estágio em que o sinal de onde achamos que está a caixa-preta começa a enfraquecer. Esperamos conseguir uma quantidade maior de informações antes de o sinal finalmente desaparecer."

As caixas-pretas do avião, ou dados de voo e gravadores de voz da cabine, talvez guardem as respostas de por quê o Boeing 777 perdeu as comunicações e desviou tanto da rota quando desapareceu em 8 de março quando voava de Kuala Lumpur, na Malásia, para Pequim, com 239 passageiros.

As equipes de busca estão correndo contra o tempo porque as baterias dos dispositivos de localização duram apenas um mês - e mais de um mês se passou desde que o avião desapareceu. Encontrar as caixas-pretas depois que as baterias acabarem será extremamente difícil porque a profundidade naquelas águas chega a 4,5 quilômetros.

A embarcação australiana Ocean Shild está rebocando um dispositivo da Marinha americana que detecta sinais de caixas-pretas, e dois sons que captou no sábado foram considerados consistentes com os sinais emitidos dos gravadores de voo da aeronave. Mais dois sons foram detectados na mesma área na terça-feira.

"Estamos confiantes de que sabemos a posição da caixa-preta do voo, com margem de poucos quilômetros", disse Abbott. "Ainda assim, a confiança na posição aproximada da caixa-preta não é o mesmo que recuperar destroços a quase 4,5 quilômetros de profundidade no mar ou, finalmente, determinar tudo o que aconteceu no voo."

Para Abbott, o desaparecimento do Boeing 777 "é um dos grandes mistérios de nosso tempo" e o rastreamento "provavelmente é a busca mais difícil de toda a história humana."

Abbott também encontrou com o presidente chinês Xi Jinping em Pequim ontem e o atualizou sobre a busca. Dois terços dos pasageiros a bordo do voo 370 eram chineses, e seus parentes têm feito muitas críticas ao modo como o governo malaio vem tratando da crise. "Esse vai ser um processo muito longo, vagaroso e doloroso", disse Abbott para Xi. /AP, EFE e REUTERS

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