Austrália está disposta a mandar mais tropas ao Afeganistão

Aumento do número de soldados australianos no país só dependeria de um pedido de Barack Obama

Efe,

22 de março de 2009 | 02h25

O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, anunciou neste domingo, 22, que não descarta enviar mais tropas ao Afeganistão, caso receba este pedido do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com quem se reunirá na próxima semana.

 

"Estudarei (...) não digo que sim nem que não, mas pode haver mudanças", declarou Rudd a uma emissora de televisão, antes de embarcar para Washington.

 

A Austrália é uma tradicional aliada dos EUA e tem cerca de mil militares no sul do Afeganistão, onde já perdeu dez soldados desde 2002, soma que começa a ter repercussões domésticas negativas para o Partido Trabalhista do primeiro-ministro.

 

Os militares australianos acham que é preciso aumentar as forças se as forças aliadas quiserem a guerra contra os talebans, mas o Governo australiano afirma que são os países europeus que deveriam mandar mais tropas.

 

Desde sua posse, em janeiro, Obama mandou as Forças Armadas reforçarem com 17 mil soldados o contingente americano no Afeganistão, atualmente com 38 mil homens.

 

Os analistas esperam que ela peça à Austrália para acompanhá-lo em seu plano para derrotar os terroristas.

 

Os dois chefes de Estado também devem falar sobre a crise financeira global, sobre a qual Rudd é favorável a um maior papel da China na estrutura do Fundo Monetário Internacional.

 

"Todos esperam que a China ponha seu dinheiro na mesa. Isso está bem", comentou o chefe do Executivo australiano, que fala mandarim e tem excelentes relações com Pequim.

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