AAP Image/Joel Carrett/via Reuters
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Austrália inicia vacinação contra covid-19 em meio a protestos

Apesar dos protestos, pesquisas de opinião pública indicam que cerca de 80% dos australianos elegíveis estão dispostos a ser vacinados

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2021 | 21h49

MELBOURNE - Com a inoculação de uma mulher de 84 anos, sobrevivente da 2ª Guerra, a Austrália deu início neste domingo, 21, à sua campanha de vacinação contra covid-19, com o primeiro-ministro Scott Morrison como um dos primeiros a receber sua dose.

A campanha de imunização, que o governo pretende concluir até outubro, está começando com doses importadas da vacina Pfizer/BioNTech e uma fase posterior usará injeções da AstraZeneca fabricadas localmente.

Os noticiários da televisão mostraram as primeiras injeções sendo aplicadas em Melbourne e Sydney, depois que o primeiro-ministro recebeu sua dose em um evento com o objetivo de convencer os australianos de que a vacina era segura.

Cerca de 60 mil doses devem ser administradas esta semana, começando com os trabalhadores da linha de frente - de profissionais de saúde a funcionários de hotéis de quarentena e policiais - e os residentes de lares de idosos.

A Austrália iniciou sua vacinação em meio a protestos contra a campanha, incluindo uma manifestação sonora de oposição na final de um campeonato de tênis.

O lançamento foi ofuscado por protestos antivacinas espalhados, mas barulhentos, nas principais cidades. O auge foi uma explosão de vaias da plateia na final do tênis masculino no Aberto da Austrália, quando houve uma menção às esperanças trazida pela vacina.

Apesar dos protestos, pesquisas de opinião pública indicam que cerca de 80% dos australianos elegíveis estão dispostos a ser vacinados.

A Austrália tem sido um dos países mais bem-sucedidos do mundo na contenção do coronavírus graças ao rápido fechamento das fronteiras do país e às medidas agressivas para conter os surtos por meio de confinamentos, testes intensivos e programas de rastreamento de contatos. O país registrou 28.920 casos até agora, incluindo 909 mortes por coronavírus./AFP e EFE 

 

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