Austrália não aumentará presença militar no Timor

O primeiro-ministro australiano, John Howard, anunciou nesta segunda-feira, 5, que o governo do país não aumentará sua presença militar no Timor Leste mesmo sem ter capturado ainda o comandante rebelde timorense Alfredo Reinado.Segundo declarações de Howard ao canal de televisão Channel Nine, os 800 soldados australianos no local são suficientes por enquanto - embora um novo contingente de forças especiais tenha participado no domingo, 4, na perseguição de Reinado.Por outro lado, a Austrália acredita que o comandante rebelde não conseguirá desestabilizar a nação e que a realização das eleições, previstas para o mês que vem, será possível, explicou diretamente da Indonésia o ministro de Exteriores australiano, Alexander Downer, à rádio ABC.Centenas de seguidores de Reinado realizaram uma manifestação no domingo, 4, diante da embaixada da Austrália em Díli.Líder rebeldeO comandante rebelde timorense Alfredo Reinado disse nesta segunda-feira, 5, que segue vivo e continuará lutando, apesar dos esforços das tropas estrangeiras em tentar capturá-lo."Luto pela justiça junto ao povo. Meu poder vem do povo e estou com o povo", afirmou Reinado.Quatro pessoas morreram durante a operação das forças australianas para deter o militar rebelde, que conseguiu fugir. Atualmente, seu paradeiro é desconhecido.Além disso, o ex-tenente do Exército timorense Gastão Salsinha, que estava ao lado de Reinado até o início da ofensiva dos soldados estrangeiros, afirmou também que ele pode ter sido ferido, mas não gravemente.As tropas australianas atacaram os rebeldes com até cinco helicópteros no povoado de Same, 50 quilômetros ao sul de Díli.Salsinha escapou com seus quatro seguranças e agora está em outra parte do país, supostamente longe de onde o comandante rebelde está escondido.

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