Austrália pede mais poder para enviado da ONU a Mianmar

'Não queremos ver só conversas, gestos e slogans. Queremos ver ação', disse ministro de Relações Exteriores

Efe,

21 de novembro de 2007 | 05h08

Os países da Ásia Oriental devem buscar medidas que fortaleçam o enviado especial da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari, nas suas negociações com a Junta Militar, declarou nesta quarta-feira, 21, o ministro de Relações Exteriores da Austrália, Alexander Downer. "É importante que exista um genuíno progresso rumo às reformas em Mianmar. Espero que os países da Ásia Oriental encontrem maneiras de reforçar o trabalho de Gambari", disse Downer aos jornalistas. O ministro acrescentou que a Austrália quer resultados imediatos em Mianmar. Em setembro, morreram cerca de 200 pessoas por causa da violência dos militares do país, segundo números da dissidência. "Não queremos ver só conversas, gestos e slogans. Queremos ver ação", disse o ministro, que nesta quarta participa da Cúpula do fórum da Ásia Oriental, em Cingapura. Gambari está em Cingapura desde terça-feira. Ele deveria aproveitar a Cúpula da Asean para informar aos membros da organização os resultados de suas visitas a Mianmar. No entanto, a Asean decidiu, atendendo a um pedido de proposta de Mianmar, ficar à margem das negociações, cedendo à ONU o papel de interlocutora exclusiva da Junta Militar. O fórum da Ásia Oriental é formado pela Austrália, China, Coréia do Sul, Índia, Japão e Nova Zelândia, mais os 10 países da Asean (Cingapura, Mianmar, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Brunei e Malásia).

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