Ng Han Guan/AP
Ng Han Guan/AP

Austrália quer explicação de embaixador chinês sobre zona de defesa aérea

Região inclui ilhas disputadas por China e Japão; Pequim diz que operações normais de voos não serão afetadas

O Estado de S. Paulo,

26 de novembro de 2013 | 11h30

SYDNEY - A Austrália convocou o embaixador da China para expressar preocupação com a imposição chinesa de uma "Zona de Identificação de Defesa Aérea" em área que inclui ilhas disputadas com o Japão, informou a chanceler australiana nesta terça-feira, 26, denunciando a medida como de pouca ajuda em uma região cheia de tensão.

"O momento e a forma de anúncio da China são inúteis, à luz das atuais tensões regionais, e não vão contribuir para a estabilidade regional", disse a ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, em comunicado. "O Departamento de Relações Exteriores e Comércio chamou o embaixador da China para transmitir as preocupações do governo australiano e buscar uma explicação sobre as intenções da China."

O porta-voz da chancelaria chinesa Qin Gang disse que o embaixador "expôs totalmente as considerações da China e os objetivos com a criação da Zona de Identificação de Defesa Aérea, e expôs a nossa posição e pontos de vista."

Funcionários do setor de aviação disseram na segunda-feira que companhias aéreas asiáticas vão informar à China sobre seus planos de voo antes de entrar em espaço aéreo sobre águas disputadas com o Japão, reconhecendo efetivamente a autoridade de Pequim sobre a região.

A área onde deve ficar a zona de defesa, com cerca de dois terços do tamanho da Grã-Bretanha, cobre a maior parte do mar do Leste da China e os céus sobre um grupo de ilhas desabitadas, disputadas por Pequim e Tóquio.

Pequim diz que a zona não irá afetar o que chama de operações normais de voos internacionais e rejeitou as críticas recebidas dos Estados Unidos e do Japão./ REUTERS

 

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