Oded Balilty/AP
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Austrália reconhece Jerusalém Ocidental como a capital de Israel

Governo destaca, no entanto, que mudança de embaixada só ocorrerá “quando o status final da cidade for definido”

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2018 | 00h50

SYDNEY - O governo australiano reconheceu neste sábado Jerusalém Ocidental como capital de Israel, mas não deve mudar imediatamente sua embaixada de Tel-Aviv. 

Segundo o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, o governo pretende fazer a mudança “quando o status final da cidade for definido”. Esta posição é mais moderada em relação à dos Estados Unidos e Guatemala, que não fizeram essa ressalva. O futuro governo brasileiro pretende seguir essa linha.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou pelo Twitter em novembro que, “como afirmado durante a campanha, pretendemos transferir a Embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos". O anúncio recebeu elogios do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o grupo Hamas escreveu em suas redes sociais que a decisão é um "passo hostil" aos palestinos. Em reação ao anúncio de Bolsonaro, o Egito adiou uma visita oficial ao Brasil.

Os EUA inauguraram oficialmente em 14 de maio sua embaixada em Israel na cidade de Jerusalém, em um dia marcado por protestos violentos na Faixa de Gaza. A repressão deixou ao menos 52 palestinos mortos e cerca de 1,7 mil feridos.

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel foi um dos mais controvertidos anúncios de Trump, que ficou isolado na decisão de transferir a embaixada do país à cidade, também reivindicada como capital pelos palestinos. Apesar disso, Guatemala e Paraguai adotaram a mesma posição./ REUTERS

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