Lukas Coch / EPA / Shutterstock
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Austrália sofre ataque cibernético massivo, diz primeiro-ministro

Ação afetou organizações australianas em vários setores, como organizações políticas e serviços de saúde

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2020 | 02h14

SYDNEY - A Austrália foi vítima de um ataque cibernético realizado por um "ator ligado a um governo" que visava sistemas de computadores governamentais e empresariais, disse o primeiro-ministro Scott Morrison nesta sexta-feira, 19. 

O dirigente organizou uma conferência de imprensa de emergência em Canberra para alertar os cidadãos sobre os "riscos específicos" a que estão expostos. 

"Atualmente, existem organizações australianas que estão sendo alvo de [um ataque] por um sofisticado ator estatal", disse Scott Morrison, observando que o ataque afetou "organizações australianas em vários setores, em todos os níveis de governo, desde economia, organizações políticas, serviços de saúde e outros operadores estratégicos de infraestrutura". 

Segundo a imprensa local, a lista de suspeitos é muito pequena, entre os Estados com experiência nesse campo (além de países ocidentais, China, Coreia do Norte, Irã, Israel ou Rússia). 

Os veículos levantaram suspeitas em relação à China, que em maio impôs tarifas punitivas sobre certas exportações australianas. 

O governo Morrison causou fortes inquietações em Pequim ao pedir uma investigação internacional independente sobre as origens da pandemia de coronavírus e denunciando a diplomacia chinesa por ser agressiva e desonesta. 

A China respondeu aconselhando seus cidadãos a evitarem a Austrália como destino turístico ou de estudo,  ameaçou retaliar ainda mais e condenou um australiano à morte por tráfico de drogas. 

Na sexta-feira, Morrison afirmou que havia informado à oposição desses ataques "maliciosos" cibernéticos e pediu para instituições e empresas a "se protegerem". 

Ele não forneceu detalhes técnicos, mas indicou que os dados pessoais dos australianos não foram roubados e que muitos ataques falharam. 

"Incentivamos as organizações, especialmente a saúde, a infraestrutura estratégica e os serviços essenciais, a usar especialistas para implementar sistemas de defesa técnica", enfatizou./AFP

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