Austrália vai dificultar concessão de vistos a islâmicos radicais

O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, disse nesta quarta-feira ter ordenado um aumento na vigilância para evitar a entrada de pregadores islâmicos radicais no país em meio às tensões com a comunidade muçulmana na esteira de uma série de operações de segurança.

MATT SIEGEL, REUTERS

08 de outubro de 2014 | 10h53

Abbott, que recentemente alertou que o equilíbrio entre liberdade e segurança “pode ter que mudar” em nome da proteção contra muçulmanos radicalizados que buscam realizar ataques, afirmou que os pregadores do ódio agora receberão “cartão vermelho” durante o processo de concessão de vistos.

O novo e mais rígido sistema, que ele disse não exigir uma nova legislação, foi anunciado logo após uma reunião pública na semana passada em Sydney do Hizb ut-Tahrir, um grupo internacional cujo objetivo declarado é estabelecer um Estado muçulmano supranacional.

A Austrália está em alerta máximo contra atentados de muçulmanos radicalizados ou militantes locais que voltaram dos combates no Oriente Médio. O país aumentou o nível de ameaça para alto e conduziu uma série de operações de grande visibilidade em cidades importantes.

As autoridades acreditam que mais de 160 australianos estejam envolvidos nos conflitos no Oriente Médio ou vêm apoiando ativamente grupos que lutam no local. Pelo menos 20 retornaram para a Austrália e são vistos como um risco de segurança.

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