Austrália vê Al-Qaeda por trás de atentado no Paquistão

Os governos do Canadá e do México também condenaram o ataque contra caravana de Benazir Bhutto

Efe,

19 de outubro de 2007 | 03h10

O primeiro-ministro australiano, John Howard, disse nesta sexta-feira, 19, que o atentado contra a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto parece obra da rede terrorista Al-Qaeda. O ataque contra a caravana de Bhutto deixou mais de 120 mortos na quinta-feira. Veja TambémPara EUA, atentado contra Bhutto pretende 'fomentar medo'Atentado mata mais de 120 na volta de Bhutto ao PaquistãoSaiba quem é a ex-premiê Benazir BhuttoApós exílio, ex-premiê chega ao Paquistão "Ainda é cedo para podermos estar certos disso, mas parece obra da Al-Qaeda", disse Howard à rádio australiana ABC. Ele acrescentou que a Al-Qaeda se opõe à participação do Paquistão na "guerra contra o terror" liderada pelos Estados Unidos e apoiada por Bhutto e pelo presidente paquistanês, o general Pervez Musharraf. "Os dois disseram que continuarão apoiando os americanos na guerra contra o terror", comentou Howard. "Isso nos lembra o demônio da Al-Qaeda, e a importância de não conceder a vitória no Iraque ou no Afeganistão", concluiu. Os governos do Canadá e do México também condenaram o atentado na cidade paquistanesa de Karachi contra a caravana de Benazir Bhutto. "O Canadá condena energicamente o trágico atentado contra a caravana de Benazir Bhutto em Karachi, que causou a perda de muitas vidas", disse em comunicado o ministro de Relações Exteriores canadense, Maxime Bernier. Num breve comunicado, a Chancelaria mexicana disse que o Governo do México "transmite suas sinceras condolências e solidariedade aos parentes das vítimas, assim como ao povo e ao governo do Paquistão".

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