Australiano é condenado a 500 chibatadas na Arábia Saudita

Um australiano foi sentenciado a 500 chibatadas e um ano de prisão na Arábia Saudita por violar as rígidas leis antiblasfemia do país. O incidente ocorreu no mês passado, durante a peregrinação anual a Meca (o Haj).

REUTERS

07 de dezembro de 2011 | 09h49

A chancelaria australiana se disse muito preocupada com o bem estar do homem, identificado pela imprensa como Mansor Almaribe, 45 anos, pai de cinco filhos.

"O governo australiano tem uma política universal de condenação ao uso da punição corporal equivalente a tortura, ou ao tratamento e punições cruéis, desumanos ou degradantes", disse em nota uma porta-voz do chanceler Kevin Rudd.

Ela acrescentou que o embaixador da Austrália em Riad entrou em contato com o governo local pedindo leniência.

"Quinhentas chibatadas nas costas, e ele tem problemas na coluna. Eu não acho que ele vá sobreviver a 50," disse um dos filhos do homem, Mohammmed Albaribe, à TV ABC.

O Ministério da Justiça saudita não respondeu aos contatos para comentar o assunto. A agência de notícias Australian Associated Press disse que o homem havia sido acusado de insultar os companheiros do profeta Maomé.

(Reportagem de Lincoln Feast)

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