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Australiano é indiciado por violentar filha por 30 anos

Um australiano foi acusado de abusar sexualmente de sua própria filha por 30 anos e de ser o pai das quatro crianças que ela teve, informou a imprensa local na quinta-feira (noite de quarta-feira no Brasil).

REUTERS

16 de setembro de 2009 | 22h08

O homem, que não teve o nome revelado, é do Estado de Victoria e começou a abusar da filha quando ela tinha 11 anos, segundo o jornal Herald-Sun.

O jornal disse que a garota teve quatro filhos com o pai, todos nasceram com problemas congênitos e um morreu posteriormente.

A polícia de Victoria não comentou o caso imediatamente quando procurada pela Reuters, citando uma determinação judicial para que a família não seja identificada.

A ministra dos Serviços Comunitários de Victoria, Lisa Neville, classificou as acusações contra o homem, que está na casa dos 60 anos, de chocantes.

"Isso é um caso que aconteceu por 30 anos. Obviamente isso será uma prioridade", disse ela a uma emissora de rádio.

O Herald-Sun disse que o homem foi acusado em fevereiro, depois que a suposta vítima procurou a polícia, três anos depois de ela ter alertado as autoridades pela primeira vez. Na época, no entanto, ela pediu que os policiais não agissem por temer pela sua segurança.

O homem negou que tenha agredido sexualmente a filha, mas foi indiciado pela polícia após exames de DNA provarem que ele é o pai das crianças, segundo o jornal.

A mulher e as três crianças sobreviventes foram levadas em segurança para uma casa junto a autoridades, disse a rádio estatal. O homem será julgado em novembro por cerca de 80 acusações, incluindo estupro e ameaça de morte.

(Reportagem de Rob Taylor)

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