Australianos e dinamarqueses protestam contra guerra

Manifestantes pintaram "Não à Guerra" no alto da famosa Opera House de Sydney, ao mesmo tempo em que pacifistas interrompiam o primeiro-ministro da Austrália, John Howard, quando ele explicava o motivo pelo qual comprometeu 2.000 soldados de seu Exército numa possível invasão do Iraque.Manifestantes disseram estar organizando protestos de rua por todo o país, para o dia em que a guerra começar.Howard ignorou os gritos de "assassino" provenientes da galeria pública do Parlamento, mas teve de se esforçar para ser ouvido, por causa das interrupções e gritos de manifestantes indignados.O primeiro-ministro australiano disse que os soldados já deslocados para o Golfo Pérsico, em compasso de espera, participariam de qualquer ação liderada pelos Estados Unidos para desarmar o Iraque.O líder oposicionista Simon Crean condenou o envolvimento da Austrália devido ao fato de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) não ter autorizado a ação.Pesquisas de opinião mostram que os australianos são contrários ao envolvimento de seus soldados numa guerra contra o Iraque sem o aval da ONU."Nós percebemos realmente que John Howard não entendeu direito a fúria e a preocupação manifestadas por toda a comunidade", disse o ativista Nic Maclellan. "A Austrália não deveria ser envolvida de nenhuma forma nessa guerra."Um britânico e um australiano foram detidos depois de subirem até o topo do prédio da Opera House e pintarem ali sua mensagem contra a guerra. Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas da Austrália nas últimas semanas, para protestar contra a guerra.Em Copenhague, capital da Dinamarca, um manifestante antiguerra jogou tinta vermelha no primeiro-ministro do país, pouco antes de uma entrevista coletiva no Parlamento, onde ele expressou apoio a uma guerra dos EUA contra o Iraque.O direitista Anders Fogh Rasmussen não foi ferido, mas teve de adiar a entrevista coletiva para trocar de roupa.O manifestante - dominado pela segurança do parlamento - gritava "Você tem sangue nas suas mãos!", enquanto era retirado do local.O ministro do Exterior Per Stig Moeller também recebeu respingos de tinta. O governo da Dinamarca comprometeu-se a enviar uma corveta e um submarino para ajudar na ação militar.O manifestante não foi imediatamente identificado.Uma recente pesquisa mostrou que 61% dos dinamarquesas são contra uma guerra no Iraque, 29%, a favor, e 10%, indecisos.

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