Leonhard Foeger/Reuters
Leonhard Foeger/Reuters

Áustria e Dinamarca são primeiros países da União Europeia a relaxar quarentena

Governos decidiram afrouxar restrições aos poucos, com aval para abertura de pequenas lojas, mas veto a eventos públicos

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 03h00

BRUXELAS - A Áustria e a Dinamarca se tornaram ontem os primeiros países europeus a anunciar planos de aliviar o confinamento. Os governos dos dois países avaliaram que já passaram pelo pior na primeira onda da pandemia. 

Bélgica, França e Espanha já estudam afrouxar algumas restrições à vida pública. No entanto, líderes europeus são cautelosos, pois alguns países que tentaram retomar a sua rotina, como Cingapura e Japão, viram novas ondas de infecções.

Austríacos e dinamarqueses planejam suspender as restrições em etapas. 

Na Áustria, pequenas lojas estão programadas para reabrir no dia 13 – as maiores só vão funcionar a partir de 1.º de maio. Restaurantes, hotéis e escolas reabrirão em meados do mês que vem, mas essa decisão ainda depende de uma avaliação que será feita no final de abril. Regras rígidas sobre máscaras, distanciamento social e número de pessoas autorizadas a entrar em uma loja a qualquer momento permanecerão em vigor. Já os eventos públicos poderão ser retomados só em julho. 

Na Dinamarca, o plano é reabrir as escolas de ensino fundamental e médio no dia 13, enquanto as empresas retomarão os negócios gradualmente. 

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, creditou a boa resposta do país à crise ao bloqueio nacional feito em 16 de março, antes de alguns de seus vizinhos. “Reagimos de forma mais rápida e restritiva do que em outros países e, portanto, fomos capazes de impedir que o pior acontecesse até agora”, disse. “A reação restritiva agora também nos dá a oportunidade de sair da crise mais rápido.”

A Áustria passou três dias consecutivos em que o número de recuperações de coronavírus excedeu o de novos casos. Na segunda-feira, 6, as autoridades austríacas relataram 241 novas infecções e 465 recuperações nas últimas 24 horas. A propagação mais lenta aliviou a pressão sobre o sistema médico e permitiu ao país pensar no fim do confinamento. 

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, adotou a cautela para falar sobre o fim dos bloqueios. “Se formos muito rápidos, as coisas podem dar errado. Portanto, devemos dar um passo cauteloso de cada vez.” Os controles de fronteira continuarão valendo e as reuniões com mais de 10 pessoas permanecerão proibidas. Se o número de infecções subir, o país restabelecerá as restrições. O país tem 187 mortes para 4,6 mil casos. / THE WASHINGTON POST

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