Áustria vai retirar 377 soldados das Colinas de Golã

Após o confronto entre rebeldes e o exército sírio na região de Kuneitra, o governo austríaco decidiu retirar seus 377 soldados do local. Esse ato representa uma baixa de 42% no contingente da ONU, que é composto por aproximadamente 900 soldados. Segundo o chanceler austríaco, Werner Fayman, e o Ministro de Relações Exteriores, Michael Spindelegger, o desenvolvimento da situação mostrou que esperar mais para tomar tal atitude não seria justificável.

Agência Estado

06 de junho de 2013 | 15h25

Nesta quinta-feira, pela manhã, os rebeldes sírios conquistaram uma posição próxima à cidade de Kuneitra (área que separa Israel da Síria). Horas mais tarde, as tropas do governo Assad retomaram o local. Essa região fronteiriça é essencial porque é através dela que as forças de paz recebem seus suprimentos.

Devido aos novos acontecimentos na área, o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, convocou sunitas de todas as regiões para entregarem suas vidas, seu conhecimento e seu dinheiro com o objetivo de derrubar o regime e evitar que algum governo aliado aos EUA tome controle do país após a queda de Assad.

Grupos militares islâmicos, como o Jabhat al-Nusra, ligado a Al-Qaeda, são as forças mais organizadas e mais efetivas que lutam ao lado dos rebeldes sírios. Os EUA e seus aliados europeus, que têm apoiado a oposição, dividem a mesma preocupação com Israel: o aumento da influência de facções radicais islâmicas entre os rebeldes. Fonte: Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
SíriaÁustriaColinas de Golã

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.