Austríaco ameaçou matar filha com gás

Fritzl fez a ameaça várias vezes para impedi-la de fugir do porão, diz polícia

Ap e Reuters, O Estadao de S.Paulo

02 de maio de 2008 | 00h00

Josef Fritzl, o austríaco que manteve sua filha Elisabeth presa por 24 anos em um porão e teve sete filhos com ela, ameaçou matá-la usando gás em várias ocasiões, caso ela tentasse fugir ou subjugá-lo, afirmou a polícia ontem, citando declarações feitas pelo engenheiro aposentado de 73 anos no início da semana. A polícia investiga a afirmação de Fritzl de que a porta do porão - reforçada com concreto - se abriria automaticamente se ele não a abrisse por um longo período de tempo. Também está sendo investigado um telefonema que Fritzl teria feito a sua mulher, Rosemarie, em 1994, no qual fingiu ser Elisabeth. Imitando a voz da filha, Fritzl pediu que Rosemarie cuidasse de um bebê de Elisabeth, que ele havia deixado na porta da casa - assim como fez com outros dois filhos.Dos sete filhos que Fritzl teve com Elisabeth, um morreu, três ficaram com ela no porão e três foram criados por ele e sua mulher. O engenheiro disse a Rosemarie que Elisabeth havia fugido para viver com uma seita e tinha deixado as crianças na porta de casa por não ter condições de criá-las.As autoridades disseram ontem que em 2007 Fritzl forçou a filha a escrever uma carta à mãe dizendo que queria voltar para casa, mas ainda não podia. A carta seria um indício de que o engenheiro estava pensando em libertar Elisabeth e os três filhos que estavam no cativeiro.Alfred Dubanovski, que alugou um quarto na casa de Fritzl por 12 anos, disse que sempre ouvia ruídos no porão, mas o engenheiro alegava que era o barulho do sistema de aquecimento. Dubanovski acreditava que o porão era usado como dispensa, pois um vizinho disse que sempre via Fritzl entrando com mantimentos no local. O inquilino revelou que em uma ocasião viu um estranho entrando no porão, mas Fritzl disse que era um encanador.

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