Austríacos abandonam Igreja Católica depois de escândalos

Os católicos austríacos, desgostosos com a descoberta de uma grande quantidade de material pornográfico em um seminário e com alegações de que um conhecido padre teria molestado jovens, estão abandonando a Igreja em grande número. A entrega de formulários para o abandono de paróquias na Arquidiocese de Viena aumentou 36% em julho e 40% em agosto, informou o jornal Die Press, citando números da prefeitura da capital austríaca.O cardeal Christoph Schoenborn, principal líder católico da Áustria, afirmou que não culpa as pessoas por abandonar a Igreja depois de uma onda de escândalos provocada pela descoberta de 40.000 imagens - inclusive de pornografia infantil - em computadores do seminário da diocese de Saint Poelten. Depois da visita de um enviado papal, o seminário foi fechado. No início deste mês, autoridades católicas anunciaram que estavam investigando um de seus mais conhecidos padres, August Paterno. De acordo com a Igreja e a polícia, o sacerdote teria molestado sexualmente pelo menos 10 jovens há duas décadas. Os católicos da Áustria devem pagar impostos devidos à Igreja. Nos últimos anos, os austríacos vêm citando sua insatisfação com as altas taxas - que são calculadas por uma porcentagem da renda e variam de cerca de US$ 305 a US$ 370 por ano - como a principal razão para deixar de ser paroquiano.

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