Austríacos anti-Papai Noel reconhecem que exageraram

No seu quinto Natal de "cruzada" contra o Papai Noel, a quem consideram um símbolo importado do consumismo americano, os austríacos do movimento Pró-Menino Jesus admitem que exageraram. Assustados com a reação a sua campanha deste ano - um adesivo que espalharam pelos mercados de rua de Viena, mostrando o tradicional velhinho sorridente "carimbado" com uma faixa, como nas placas de "proibido" - os anticonsumistas divulgaram uma "carta aberta à América", desculpando-se por eventuais ofensas. "Lamentamos muito que nossos adesivos tenham causado mal-entendidos e ferido os sentimentos dos muitos amigos do Papai Noel", diz o texto. "No nosso zelo (pela causa anticonsumista), esquecemos que há pessoas nesse mundo para quem Papai Noel é uma parte importante do Natal. Acabamos dando uma mensagem exatamente oposta à que pretendíamos dar." Phillip Tengg, de 27 anos, um dos líderes do Pró-Menino Jesus, explica que o objetivo de sua "cruzada" é principalmente resgatar o Natal como uma época de "contemplação e reflexão". Quando fundou o grupo, em 1998, na cidade de Innsbruck, Tengg, ex-"estudioso da divindade", tinha em mente também resistir contra a "invasão" do Papai Noel das roupas vermelhas, do trenó das renas e dos presentes - a versão americana (e consumista) do São Nicolau dos costumes locais. Este e o Menino Jesus dos presépios são os símbolos tradicionais do Natal na Áustria, país com esmagadora maioria católica na população. Para o grupo - apesar das desculpas expressas aos americanos -, o Papai Noel made in USA "se transformou em símbolo do comercialismo sem limites do período pré-natalino", disse Tengg.

Agencia Estado,

23 Dezembro 2002 | 18h50

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