Autópsia comprova assassinato de garoto palestino

Um garoto palestino de 14 anos foimorto a tiros quando a polícia israelense o interrogava porcausa da morte de uma mulher na semana passada, comprovou umaautópsia cujo resultado fora divulgado hoje. Inicialmente, apolícia havia afirmado que o menino havia morrido de paradacardíaca. A morte da israelense Moran Amit, de 25 anos, causou iraentre os israelense, ao mesmo tempo em que os palestinosduvidavam da versão da polícia para o falecimento do garotoSamir Abu Mialeh, um dos suspeitos pelo ataque. Amit morreu depois ter sido fatalmente apunhalada enquantocaminhava pela Floresta da Paz, em uma área entre as partesárabe e judaica de Jerusalém. Policiais chamados para o casocomeçaram a investigar vários jovens suspeitos de terem cometidoo crime. De acordo com a versão policial, Abu Mialeh morreuimediatamente depois de ter sido detido, aparentemente porparada cardíaca. Um segundo garoto, que também fora detido,recebeu um tiro em um dos braços. A família de Abu Mialeh rejeitou a justificativa da polícia eexigiu a realização de uma autópsia. Um médico israelense e umpalestino estavam presentes à autópsia, e ambos afirmaram que ogaroto foi atingido por uma bala que entrou em suas nádegas,alcançando o fígado e o coração. De acordo com o médico Yehuda Hiss, chefe do Instituto AbuKabir, onde a autópsia foi realizada, a bala causou um pequenoorifício na pele e não provocou sangramento, o que teriaimpedido que a polícia desse um parecer certeiro na cena docrime.

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