DHA-Depo Photos/AP
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Autópsia confirma uso de armas químicas em ataque na Síria, diz ministro turco

Exames contaram com a participação de representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ); governo da Turquia qualificou episódio como 'crime de guerra e crime contra a humanidade'

O Estado de S.Paulo

06 Abril 2017 | 05h36

ISTAMBUL, TURQUIA - O ministro da Justiça da Turquia, Bekir Bozdag, informou nesta quinta-feira, 6, que as autópsias realizadas nas vítimas do ataque ocorrido na terça-feira 4 na Província de Idlib, na Síria, confirmaram o uso de armas químicas.

"Fizeram autópsias em três corpos que foram levados de Idlib para Adana (sul da Turquia), e contaram com a participação de representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ). O resultado das autópsias comprovou o uso de armas químicas", afirmou Bozdag à agência de notícias turca Anadolu.

O ministro de Saúde da Turquia, Recep Akdag, já havia dito que existiam "provas" do uso de armas químicas no atentado, que ele atribuiu ao governo sírio. Até o momento, Damasco nega envolvimento na ação.

"Esta investigação científica demonstrou que (o presidente sírio) Bashar Assad utiliza armas químicas", afirmou Bozdag, após o resultado das autópsias.

Depois do ataque à cidade de Khan Sheikhoun, que matou 86 pessoas e deixou centenas feridas, 30 das vítimas foram transferidas para hospitais da Turquia.

Na quarta-feira, o governo turco qualificou o ataque como "crime de guerra e crime contra a humanidade".

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o governo de Assad de ultrapassar uma “linha vermelha” com o uso de gás tóxico no ataque a civis. O republicano afirmou que sua atitude em relação à Síria e ao presidente do país mudou após o episódio. / EFE e REUTERS

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