Autópsia de al Zarqawi é cercada de suspense

A autópsia da morte do líder da rede terrorista Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al Zarqawi, morto na última quarta-feira, dia 7, depois de um ataque aéreo americano, já foi concluída mas o resultado ainda não foi divulgado. Há muito suspense e ansiedade em torno das causas da morte dele.Os militares norte-americanos já admitiram que Zarqawi saiu vivo dos escombros da casa bombardeada e que tentou fugir da maca em que foi colocado, com ferimentos graves. Uma testemunha afirma ter visto soldados espancando Zarqawi. A questão agora é se os soldados mataram o líder da Al-Qaeda ou se ele morreu em decorrência dos ferimentos sofridos nas explosões.A principal testemunha do espancamento é o operário Ali Abbas, que afirmou ter visto norte-americanos espancado uma pessoa ferida, com traços semelhantes a Zarqawi, até que seu nariz começasse a sangrar. O terrorista ainda estava vivo e gemendo com um ferimento na cabeça quando helicópteros americanos e Humvees chegaram ao local. Foi preciso sete homens iraquianos para arrastá-lo para fora dos escombros, minutos depois de um ataque aéreo americano contra a casa de campo onde ele estava hospedado no vilarejo de Hibhib.Eles não sabiam que o homem que estavam tentando salvar era Zarqawi. Quando arrastavam o homem ferido para fora das ruínas da casa, uma ambulância e forças iraquianas surgiu. Mal haviam terminado de colocá-lo no veículo quando sete helicópteros americanos aterrissaram próximos à casa e quatro Humvees rugiam em meio ao pó.Ainda de acordo com o texto, os americanos rasgaram o roupão da vítima porque tinham medo que ele tivesse um cinto suicida e ficaram perguntando o nome da vítima, por meio de um intérprete. Segundo a testemunha, quando o interrogatório acabou, eles levaram os iraquianos para longe da casa. Colocaram cinco detonadores e explodiram o que havia sobrado. No dia seguinte, Abbas viu na TV fotos de Zarqawi morto, e disse que tinha certeza de que era o mesmo homem. A versão do Exército americano difere da dos iraquianos em apenas um detalhe importante: segundo um porta-voz dos EUA, os médicos do Exército tentaram salvar Zarqawi.

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