Autópsia de Amy é inconclusiva

Pais se emocionam e agradecem aos fãs diante da casa da cantora; polícia diz que cena da morte ''não é suspeita'' e Justiça autoriza enterro

, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2011 | 00h00

LONDRES

A autópsia realizada ontem no corpo de Amy Winehouse não conseguiu determinar o que matou a cantora britânica de 27 anos, que morreu no sábado em sua casa no bairro de Camden Town, norte de Londres. Fontes da Polícia Metropolitana (Scotland Yard) dizem que novos exames toxicológicos serão feitos e o resultado sairá entre duas e quatro semanas.

Jornais e tabloides britânicos atribuíram a morte da cantora a uma overdose, apesar de a polícia ressaltar que a causa ainda é desconhecida e de tentar ao máximo evitar especulações.

Ontem, a Scotland Yard informou que o inquérito judicial sobre o caso, aberto por um tribunal encarregado de investigar mortes não esclarecidas, será retomado apenas em 26 de outubro.

Segundo Sharon Duff, funcionária da corte e responsável pelo caso, a polícia investigou o local onde o corpo de Amy foi encontrado, considerando a cena da morte "não suspeita". Em seguida, a Justiça britânica emitiu uma autorização para que a família de Amy realizasse o funeral da cantora.

Dois dias após seu corpo ser encontrado, os agentes ainda mantêm isolados os arredores da casa, onde fãs e curiosos se aglomeram para prestar as últimas homenagens à artista com flores, velas e fotos.

Ontem, a família de Amy foi chamada pela Justiça britânica para realizar o procedimento padrão de reconhecimento do corpo.

Agradecimento. De acordo com o jornal Daily Telegraph, na sexta-feira, após uma visita de rotina, o médico da cantora não demonstrou preocupações com o estado de saúde da paciente. A polícia também revelou que nenhuma droga foi encontrada na casa.

Amy passava por acompanhamento médico em razão do vício em álcool e drogas, que lhe rendeu várias internações em clínicas de reabilitação.

No fim de semana, a Camden Square tornou-se centro de peregrinação de fãs da cantora. Ao lado de garrafas de uísque, vodca e latas de cerveja, eles depositaram ramalhetes de flores, bandeiras, desenhos e bilhetes de despedida.

Amy cresceu e passou a maior parte da vida em Camden Town, uma das áreas mais boêmias da capital britânica. Ontem, o irmão Alex e os pais da cantora, Mitch e Janis Winehouse, estiveram no local e agradeceram a todos os presentes no santuário improvisado diante da casa.

"Estou destroçado e sem palavras, mas obrigado por tudo", disse o pai de Amy. A mãe chorou ao ver algumas lembranças deixadas diante da mansão e registrou a cena com o telefone celular.

No fim de semana, a mãe, que havia estado com a filha na quinta-feira, declarou que Amy parecia estar descontrolada nos dias que antecederam sua morte. "Ela parecia fora de controle. Sua morte foi tão prematura que ainda não consegui digeri-la", disse Janis ao jornal Sunday Mirror.

Emergência. Chris Goodman, amigo e representante de Amy na Grã-Bretanha, afirmou ao site americano TMZ que a cantora foi encontrada morta por um segurança particular, sozinha e na cama.

"Ela estava no quarto, depois de ter dito que queria dormir. Quando o segurança foi acordá-la, viu que Amy não respirava", disse Goodman. "Em seguida, ele ligou para o serviço de emergência."

Segundo os médicos que atenderam ao chamado, Amy estava morta há "algumas horas quando foi encontrada". / REUTERS, EFE e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.