Scott Olson/Getty Images/AFP
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Autópsia de Floyd revela que ele teve covid-19 em abril 

De acordo com médico legista, enfermidade não está entre os fatores que causaram a morte de Floyd

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2020 | 02h34

WASHINGTON - George Floyd, homem negro morto por policial branco no dia 25 de maio, testou positivo para covid-19 no dia 3 de abril, quase dois meses antes de morrer. Os dados constam na autópsia divulgada nesta quarta-feira, 3. De acordo com o médico legista Andrew Baker, do centro forense do condado de Hennepin, em Minnesota, a enfermidade não está entre os fatores que causaram a morte de Floyd. 

O resultado da autópsia aponta uma positividade “assintomática, mas persistente por infecção prévia”. O documento esclarece que o vírus ainda pode ser detectado em exames mesmo semanas após a contaminação e resolução da enfermidade clínica. 

Um relatório divulgado na segunda-feira, 1, apontou que Floyd foi vítima de homicídio ao sofrer uma parada cardiopulmonar causada por compressão do pescoço enquanto estava sendo contido. O documento também revela que o corpo tinha marcas de lesões no rosto, ombros, cotovelos e pernas, além de contusões nas mãos. Segundo os legistas, Floyd tinha condições de saúde subjacentes “significativas”, como uma doença cardíaca e um tumor pélvico. Os médicos também detectaram intoxicação por fentanil e uso recente de metanfetamina. 

Uma autópsia particular, encomendada pela família de Floyd, concluiu que ele morreu por “asfixia por pressão constante”. Nesse documento, os médicos dizem que “houve uma compressão do pescoço e das costas que impediram a circulação de sangue no cérebro”.  

Os transeuntes que estavam na cena da agressão gravaram vídeos que mostram o policial Derek Chauvin pressionando o pescoço de Floyd com o joelho durante quase nove minutos, enquanto a vítima afirmava que não conseguia respirar. 

Nesta quarta-feira, 3, o fiscal general do estado de Minesota, Keith Ellison, endureceu a acusação contra Chauvin, que agora é acusado por homicídio em segundo grau, quando o assassinato não é premeditado, mas é cometido com negligência e risco de matar e causar danos corporais à vítima. Os outros três policiais envolvidos na ação, Tou Thao, J. Alexander Kueng e Thomas Lane, foram acusados de colaborar com o assassinato. /EFE

 

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