Mark Duncan / AP
Mark Duncan / AP

Autópsia revela que garoto foi baleado no abdômen em Cleveland

Tamir Rice foi baleado no abdômen e o projétil danificou uma veia importante, além de seus intestinos, segundo os legistas

O Estado de S. Paulo

12 de dezembro de 2014 | 17h13

CLEVELAND, EUA - A autópsia revelou que Tamir Rice, de 12 anos, morreu com um único tiro disparado por um policial novato em Cleveland, nos Estados Unidos. O garoto foi baleado no abdômen e a bala danificou uma veia importante, além de seus intestinos, de acordo com as conclusões do médico legista. O relatório não indicou quanto tempo levou para os polícias providenciarem ajuda médica.

O presidente do Sindicato da Polícia de Cleveland disse que os agentes envolvidos na morte de Timor não receberam a informação de que a arma pudesse ser de brinquedo ou que o suspeito fosse uma criança como foi relatado pelo denunciante.

O presidente do Sindicato, Jeff Follmer, disse nesta sexta-feira, 12, que os agentes não tinham como saber que Tamir estava carregando uma arma de madeira. Follmer disse que o policial Frank Garmback parou no parque quando viram Tamir à distância e queriam parar antes, mas o automóvel deslizou pela neve. 

Vários protestos pacíficos ocorreram desde o tiroteio, no momento em que mortes envolvendo policiais em todo o país têm concentrado as atenções sobre o uso da força pelos departamentos de polícia.

Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou os resultados de uma investigação de quase dois anos sobre a polícia de Cleveland. O documento mostrou que os agentes usam força excessiva e desnecessária frequentemente. O relatório foi concluído antes da morte de Tamir.

O garoto foi baleado em uma parque em 22 de novembro, após policiais acreditarem que a arma de brinquedo em sua mão era real. Um vídeo de vigilância mostrou que o tiro foi dado dois segundos após o carro de patrulha chegar ao local. Tamir morreu no dia seguinte. Um Grande Júri vai avaliar se o policial deve ser acusado pelo assassinato do garoto. / AP

Tudo o que sabemos sobre:
EUAClevelandpolícia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.