Autópsia revela que torturador morreu envenenado

O ex-chefe da Guarda Costeira Héctor Febres, um dos mais sadicos torturadores da ditadura militar argentina (1976-83), morreu por causa de uma "elevada concentração" de cianureto, anunciaram ontem fontes da Justiça, com base nos resultados da autópsia. As fontes disseram que ainda não foi possível determinar se se tratou de suicídio ou assassinato. Febres morreu segunda-feira. Se estivesse vivo, sentaria hoje no banco dos réus para ouvir o veredicto do julgamento sobre a acusação de ter cometido torturas e assassinatos na Escola de Mecânica da Armada. Grupos pró-direitos humanos suspeitam que Febres, que estava detido em instalações das Forças Armadas, tenha sido morto por ex-colegas. A teoria é que Febres, um dos principais seqüestradores de bebês, filhos de desaparecidas, poderia - na sessão do veredicto - revelar segredos que ajudassem a localizar as crianças.

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