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Autor de ataque a paquistanesa foi preso e solto em 2009, dizem fontes

Malala Yousufzai foi baleada depois de promover campanha em favor da educação para meninas

Reuters

18 de outubro de 2012 | 09h41

ISLAMABAD - O suposto organizador de um atentado do Taleban contra a menina paquistanesa Malala Yousufzai foi capturado durante uma ofensiva militar de 2009 a militantes islâmicos, mas recuperou a liberdade três meses depois, disseram duas autoridades à Reuters nesta quinta-feira, 18.

 

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As fontes identificaram o suspeito apenas como Attaullah, e disseram que ele foi um dos dois pistoleiros que alvejaram a estudante de 14 anos num ônibus escolar, neste mês, no vale do Swat, no norte do Paquistão. Attaullah, que tem entre 30 e 40 anos, está foragido e pode ter se refugiado no vizinho Afeganistão, segundo fontes. Ele teria organizado o ataque por ordens de um dos mais temidos comandantes do Taliban, Maulana Fazlullah.

 

Malala atraiu a ira dos fundamentalistas por sua campanha em prol da educação para meninas. O Taleban disse nesta semana que o atentado foi justificado porque a menina se manifestava contra o grupo islâmico e elogiava o presidente dos EUA, Barack Obama. A estudante, baleada na cabeça e no pescoço, foi transferida para um hospital da Grã-Bretanha, onde continua sua recuperação.

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Críticos dizem que o baixo índice de condenações de militantes no Paquistão, mesmo no caso de responsáveis por ataques graves, é uma das razões para a proliferação do extremismo no país. As duas autoridades paquistanesas disseram à Reuters que Attaullah foi detido em 2009 durante uma ofensiva militar paquistanesa para expulsar o Taleban do vale do Swat. "Ele passou três meses sob custódia das forças de segurança, mas foi libertado por falta de provas", disse um funcionário.

A segunda fonte, também funcionário graduado dos serviços de segurança, disse que as autoridades tinham provas suficientes para entrar na casa de Attullah no Swat e prendê-lo. Se Attaullah estiver no Afeganistão, poderá ser difícil localizá-lo. Alguns dos mais perigosos militantes do mundo operam há anos na região fronteiriça dominada pela etnia pashtun, onde há pouca presença dos Estados afegão ou paquistanês.

Os funcionários disseram que as forças paquistanesas estão buscando outras formas de submeter Attaullah à Justiça. "A mãe dele e dois irmãos foram levados sob custódia para forçá-lo a se render", disse o segundo funcionário. "Também, dois outros parentes próximos de Attaullah foram colocados sob custódia, porque ouvimos dizer que ele passou a noite em sua casa depois de fugir do Swat".

O segundo funcionário disse que, na época da prisão, em 2009, Attaullah não era um militante radical, apenas um simpatizante. O comandante do Taleban no vale do Swat era Fazlullah, que escapou da ofensiva militar e se instalou no Afeganistão com alguns combatentes.

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