PA via AP
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Autor de atentado em Londres é britânico e já havia sido investigado, diz May

Premiê britânica afirmou que o agressor já era conhecido pelos serviços de inteligência por ligações com extremismo; membros do Parlamento fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do ataque

O Estado de S.Paulo

23 de março de 2017 | 08h01

LONDRES - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse nesta quinta-feira, 23, que o agressor, responsável pela morte de três pessoas em um ataque realizado próximo ao Parlamento britânico na véspera é de nacionalidade britânica. Ele já era conhecido pelos serviços secretos por ligações com extremismo.

Em uma sessão realizada na Câmara dos Comuns, May revelou que o autor do ataque “havia sido investigado há alguns anos pelo MI5 (serviço de inteligência) por suspeitas de violência extremista." Apesar de ter afirmado que a polícia identificou o autor do ataque, ela não revelou seu nome.

Segundo May, a polícia acredita que o agressor agiu sozinho e não há razão para acreditar que "novos ataques iminentes" estão sendo planejados. "Ele era uma figura secundária", acrescentou. "Ele não fazia parte do atual cenário da inteligência", disse ela na Câmara.

O Parlamento britânico voltou à atividade nesta quinta-feira com um minuto de silêncio em memória das vítimas do atentado. Tanto no interior quanto no exterior do local, policiais, parlamentares e cidadãos participaram da homenagem.

"Nos reunimos aqui no mais antigo de todos os parlamentos porque sabemos que a democracia e os valores que ela carrega sempre irão prevalecer", ressaltou May. "Estes valores, liberdade de expressão, liberdade, direitos humanos, o império da lei, estão cravados aqui, neste lugar, mas são compartilhados por pessoas livres em todo o mundo."

A premiê informou que o atentado foi um “ataque contra todas as pessoas livres” e o Reino Unido “não tem medo”. Além disso, ressaltou que a melhor resposta ao terrorismo são milhões de ações de normalidade.

May destacou que na quarta-feira "vimos o pior da humanidade, mas lembraremos do seu melhor", e o agressor não conseguiu entrar no Parlamento graças às ações da "heroica polícia".

Ela informou também que dentre os feridos no ataque há 12 britânicos, 3 franceses, 2 romenos, 4 sul-coreanos, 1 alemão, 1 chinês, 1 irlandês, 1 polonês, 1 italiano, 1 americano e 2 gregos.

Dentre as vítimas mortais estavam o próprio agressor; Keith Palmer, um policial britânico de 48 anos; um homem com idade entre 40 e 50 anos; e Aysha Frade, de 43 anos.

A Polícia Metropolitana de Londres (MET) elevou nesta manhã para oito o número de pessoas detidas por supostas ligações com o atentado ocorrido em Westminster. A Scotland Yard havia divulgado a prisão de sete indivíduos, mas atualizou o número depois que agentes armados realizaram operações de busca durante a madrugada em seis endereços de Londres, Birmingham e outros pontos do país como parte das investigações.

"Vasculhamos seis endereços e fizemos sete prisões. Os inquéritos em Birmingham e outras partes do país continuam", disse Mark Rowley, chefe do combate ao terrorismo no Reino Unido, a repórteres do lado de fora da sede da polícia de Londres.

No início da manhã, o ministro britânico de Defesa, Michael Fallon, disse que o governo e as forças de segurança trabalham sobre a base de que o atentado está "ligado ao terrorismo islâmico". 

Em entrevista à emissora Rádio 4 da BBC, ele afirmou que, embora a investigação esteja em curso, "presume-se que o caso está relacionado de alguma maneira com o terrorismo islâmico". "Isto é o que se assume neste momento, embora (a polícia) ainda não tenha uma imagem completa deste homem e seus cúmplices e de quem pôde, ou não, ajudá-lo a preparar este atentado", declarou o ministro. / REUTERS, EFE, AFP e ASSOCIATED PRESS

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