Matthias Balk/dpa via AP
Matthias Balk/dpa via AP

Autor de atentado em Munique e amigo que está detido se conheceram em hospital psiquiátrico

Colega do alemão-iraniano Ali David Sonboly sabia que ele tinha uma arma e do interesse do agressor pelo assassino ultradireitista norueguês Anders Breivik

O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2016 | 09h08

BERLIM - O autor do ataque em Munique, no qual morreram nove pessoas na sexta-feira, e um amigo detido sob suspeita de que conhecia os planos da ação, se conheceram em um hospital psiquiátrico onde os dois jovens estavam em tratamento.

O promotor Thomas Steingraus-Koch participou de uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, 25, na qual deu novas informações sobre a investigação, junto à polícia de Munique e o Escritório Regional do Criminoso (LKA) da Baviera.

A promotoria reiterou que, apesar da detenção do amigo do agressor, a tese de que o autor dos disparos atuou sozinho se mantém e não há indícios de que outra pessoa tenha participado do massacre.

O autor do ataque, o alemão-iraniano Ali David Sonboly de 18 anos, e o jovem detido - um afegão de 16 anos - mantiveram contato após deixarem a clínica psiquiátrica, pois compartilhavam o gosto pelos jogos virtuais violentos. Além disso, segundo as autoridades, eles trocavam ideias sobre atos violentos.

Após o massacre, o afegão se apresentou à Polícia e, segundo Steingraus-Koch, no primeiro interrogatório suspeitou-se que ele "não contou tudo o que sabia".

Depois descobriu-se que ele havia tido contato com Sonboly pouco antes do início do massacre, por meio de uma conversa virtual que posteriormente foi apagada, mas que pôde ser reconstruída por policiais.

Esse foi o ponto de partida que permitiu chegar à conclusão de que o afegão se encontrou com Sonboly perto do local pouco antes do início do massacre.

A reconstrução da comunicação entre os dois permite saber que o amigo sabia do interesse de Sonboly pelo assassino ultradireitista norueguês Anders Breivik e que estava em posse de uma arma.

Nas conversas entre os dois também se fala da possibilidade de abrir contas no Facebook sob nomes falsos, o que Sonboly fez mais tarde para atrair jovens ao local onde realizou os disparos.

O afegão será colocado nesta segunda-feira à disposição do juiz de instrução, acusado de não denunciar o planejamento de um crime. / EFE

Veja abaixo: Agressor da Alemanha aparece em vídeo

Tudo o que sabemos sobre:
AlemanhaTerrorismoViolênciaMunique

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.